Antevisão — Amstel Gold Race
Mathieu van der Poel vs. o Mundo?
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Introdução
Começa este fim-de-semana aquela que é a altura preferida de muitos amantes do ciclismo, as Ardenas. Como já vem sendo habitual, são três corridas de um dia que iniciam com a Amstel Gold Race, têm pelo meio a Flèche Wallonne e o mítico muro do Huy e terminam com o quarto monumento da época, a Liège-Bastogne-Liège.
No ano passado confirmou-se aquilo que se esperava, Pogashow dizimou a concorrência e após pouco mais de seis horas de prova cortou a meta a solo, fruto de um ataque a cerca de trinta e seis quilómetros do final. O pódio ficou completo pela grande surpresa emergente Ben Healy — também a solo — e por Thomas Pidcock, que bateu ao sprint Alexey Lutsenko e Andreas Kron.
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O percurso
São 253 quilómetros na região de Limburgo e nas estradas a leste de Maastricht, a terra natal de Tom Dumoulin, que se caracterizam por subidas curtas e íngremes e por uma paisagem urbana implacável.
O Cauberg é o ponto de festa para os adeptos holandeses que adoram Heineken-Amstel, tal como é a floresta de Arenberg na Paris-Roubaix ou o Oude Kwaremont na Volta à Flandres. Costumava ditar o final da corrida, mas agora aparece duas vezes, a última das quais a 20 km da meta, antes de um pequeno circuito onde se destaca a subida de Bemelerberg a 6 km.
Com o final de Cauberg e Bemelerberg, a organização criou uma corrida que exige sprint e força, mas também tática.
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O que esperar
Mathieu van der Poel contra o mundo. Depois de arrasar a concorrência no Tour de Flandres e na Paris-Roubaix, onde lançou um ataque a cinquenta e nove quilómetros da meta, o campeão do mundo enfrenta agora os lingrinhas escaladores que estiveram no país basco. Se isso significa alguma coisa? Talvez sim, talvez não. Uma coisa é certa — o neerlandês será o centro das atenções desta prova e o grande favorito a vencê-la, sobretudo com a ausência de
Tadej Pogačar, que este ano não tem esta corrida no seu calendário. O ano passado também não tinha, mas após ganhar o Tour de Flandres, foi ver como era e venceu-a.
Favoritos
Mathieu van der Poel — Já faltam palavras na literatura para descrever o que este homem fez em cinco dias de prova. Dois monumentos até ao momento para o neerlandês que inicialmente não tinha esta corrida no calendário, mas que para vir aqui é porque as sensações são boas. Se haviam mais favoritos à partida para esta prova, eles deixaram de haver após a confirmação do Bid Daddy a correr em casa.
A não perder de vista
Juan Ayuso — Depois da primeira vitória numa geral na carreira desde que faz parte do pelotão principal, o espanhol entra para esta prova como um possível candidato à vitória. A forma esteve lá no país basco e conta com uma equipa de luxo para o ajudar.
Mattias Skjelmose — Depois de perder a amarela na última etapa do país basco, o dinamarquês é um dos que eu já tinha debaixo de olho para esta fase das Ardenas, onde as subidas não são tão longas e os finais são explosivos.
Thomas Pidcock — O britânico deu excelentes indicações na Paris-Roubaix e era até à entrada de Mathieu, um dos favoritos para vencer esta prova. Espero vê-lo no grupetto e a fazer o mesmo ou melhor que no ano passado.
Ben Healy — Com um calendário ligeiramente diferente este ano, o irlandês que fechou segundo no ano passado, após ter seguido o exemplo de Pogačar ao arrancar e deixar para trás quem seguia naquele grupo dois, tem aqui mais uma grande oportunidade para fazer um solo dos seus.
Maxim Van Gils — O belga que teve de abandonar precocemente a Volta à Catalunha depois de uma queda que lhe afetou o pulso direito, apareceu em força no GP Miguel Induraín e fechou em segundo. Tem estado a fazer uma época brilhante e como é óbvio é mais do que sensato fazer parte desta lista.
Apostas falso plano
Fábio Babau — Mathieu van der Poel. Gostava que o fizesse como em 2019.
Henrique Augusto — Quando MvdP está presente, a minha aposta é feita by default.
Lourenço Graça — A lenda continuará. Mathieu van der Poel.
Miguel Branco — Jan Christen. Ayuso trabalha para o seu líder.
Miguel Pratas — Romain Grégoire.
Ricardo Pereira — Skjelmose começa o hype do triplete nas ardenas.